quinta-feira, 14 de abril de 2011

Reserva de Desenvolvimento Sustentável - Uma solução

Na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, a população ganha qualidade de vida extraindo riquezas da floresta sem ameaçá-la
 
 
Texto: Thiago Medaglia


Veja o artigo completo na seção Artigos do blog:
O exemplo que vem da Amazônia

Com 1.124.000 hectares, a RDS Mamirauá é a maior unidade de conservação brasileira destinada à proteção de florestas de várzea. Trata-se de um cenário dominado pela dinâmica da água, que impõe adaptações à vegetação, bichos e homens. A saída do Lago Tefé, que tem margens a perder de vista, é notada ao cortarmos paranás, igarapés e furos, como são chamados os corpos d’água de menores proporções na Amazônia, em direção ao rio Solimões, nome dado ao rio Amazonas antes de ele chegar a Manaus (AM). A água também muda de cor: o azul-escuro do lago é substituído pela coloração barrenta da torrente.
A história da conquista

Em 1985, quando já havia conseguido que o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Floresta (IBDF) sancionasse uma medida para a proteção do Lago Mamirauá e de seu entorno, Márcio Ayres encaminhou a proposta para a criação de uma estação ecológica ao governo do Estado do Amazonas. Cinco anos e muita diplomacia depois, em 1990, a solicitação foi atendida. Foram necessários ainda mais seis anos de negociações políticas até que, em 1996, a classificação da área fosse alterada, por meio de um decreto estadual, para Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS), um modelo que tem por propósito assegurar a conservação da biodiversidade e, ao mesmo tempo, garantir a melhoria da qualidade de vida e a valorização das tradições da população local. Nascia a primeira Unidade de Conservação do Brasil, na qual estavam contemplados plantas, animais selvagens e homens. Nos anos seguintes, inspiradas em Mamirauá, mais de dez outras RDSs seriam criadas na Amazônia brasileira. 
Números do Sucesso
75% das crianças entre 10 e 14 anos em Mamirauá já haviam sido alfabetizadas nos primeiros cinco anos do Programa de Educação Ambiental

R$631.000 foram gerados entre 1999 e 2006 pelo Programa de Ecoturismo, centrado na gestão comunitária da Pousada Uacari, o que aumentou em até 148% o poder de compra médio de algumas famílias

24 palafitas da comunidade de São Francisco do Aiucá foram contempladas pelo projeto de energia solar

525% foi o percentual de crescimento das populações de pirarucu no Lago Jarauá entre 1999 e 2005, garantindo o sustento de centenas de famílias

200 famílias da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá estão hoje inseridas no Programa de Agricultura Familiar. A ajuda chega de várias formas: de microcréditos a cursos de capacitação, passando pela distribuição de mudas e sementes

Fonte: Revista Horizonte Geográfico
Veja o artigo completo na seção Artigos do blog:
O exemplo que vem da Amazônia

Nenhum comentário:

Postar um comentário